Você já ouviu falar sobre psicopatologia das massas e guerra dos nervos? Pois é, é justamente isso que reverberou a Segunda Guerra Mundial, sob o ponto de vista sintomatológico. Sob o ponto de vista de Gustav Le Bon , Frankl começou a fazer suas leituras para redigir o livro "Em busca de Sentido". Com embasamento de Psicologia das massas compreendeu que coletivamente é que alienamos, aliás, Freud também dizia o mesmo, Le Bon dizia que a carnificina nada mais é do que nossos instintos brutais tomando conta, o homem é uma faceta de duas dimensões "Isolado , ele pode ser indivíduo cultivado, em uma multidão ele é um bárbaro- isto é uma criatura agindo por instinto".
Quando pensamos que quem colocava as pessoas numa câmera de gás eram pessoas da elite, podemos pensar que se trata de um monopólio de interesses, aliás dos prisioneiros poderiam sair pertences e jóias de valor.
A vida no campo de concentração era forjada por subnutrição, apatia, inexistência de necessidades básicas sexuais. Incrivelmente, algo ressoava como totalmente "normal", o interesse súbito por religião como resposta a cultos improvisados no canto de algum barracão ou vagão na volta do trabalho cansados, passando frio e aos trapos molhados. Até sessão espírita Frankl presenciou (p.29). Nesse sentido é visível que sua teoria abarque a visão espiritual também como norteada pela apreciação da meditação, ora, seu relato defendia que a arte é o suprassentido do ser humano, tal feito mediava a expressão de solidão e desespero.
falecido aos 13 anos, desenhou os interiores do gueto.
assassinada aos 12 anos, desenhou sua família sendo deportada por guardas armados com sitiantes ameaçando-os com forquilhas.
As pessoas estão esquecendo que toda situação gera um desconforto, gera uma ansiedade mobilizadora que pode ser utilizada como experiência se sentido. Num mundo caótico como vivemos, tais experiências podem servir de reflexão para recriarmos nossa própria experiência.
